Boletim de imprensa

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22 de outubro de 2014.

A quem interessar possa,

Em nome da Comunidade Acadêmica Internacional de mais de 85 países e 500 universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, e com o apóio até agora de mais de 12,500 pessoas, fazemos chegar até você a Carta Aberta desde o Estrangeiro #AyotzinapaSomosTodos para que seja dada a conhecer à opinião pública. A carta está sendo assinada maioritariamente por acadêmicos e cidadãos mexicanos e não mexicanos morando no estrangeiro, mas inclui uma porcentagem menor de assinaturas de pessoas no México que desejam se somar a esta mensagem.

Considerando a crise de estabilidade e governabilidade que o México vive, as pessoas assinantes desta carta unimo-nos à condena internacional pelos recentes assassinatos de estudantes e a desaparição de 43 deles em Ayotzinapa, Guerrero.

Nossa carta exige o seguinte:

  1. A aparição com vida dos 43 normalistas e o cesse de represálias aos estudantes da Normal de Ayotzinapa, e a estudantes de forma geral.
  2. Uma investigação confiável, real e transparente com a participação de peritos e observadores internacionais, como a Equipe Argentina de Antropologia Forense.
  3. Que todas as pessoas responsáveis pela acção ou omissão nos três níveis -municipal, estadual e federal- sejam independentemente destituidas dos seus cargos e processadas devidamente.

Esta carta aberta publicada simultaneamente em cinco idiomas (espanhol, inglês, francês, português e catalã), representa a continuação de uma série de esforços coletivos, informativos e de protesta que desde o dia 17 de outubro as pessoas assinantes desta carta e outros grupos vimos realizando em diversas universidades e cidades do mundo inteiro. A partir da terça-feira 21, a carta poderá ser publicada oficialmente nos médios de comunicação mais importantes de cada um dos países onde moram os nossos assinantes, e na terça-feira 21 e quarta-feira 22, representantes dos assinantes entregarão cópias assinadas nos distintos consulados e embaixadas mexicanas no marco da greve nacional e das jornadas de Ação Global às quais os normalistas de Ayotzinapa convocaram.

Dentre todos os assinantes da carta, se encontram filósofas e filósofos com reconhecimento internacional (como Noam Chomsky e Jodith Butler), historiadores especialistas no México (como Andrew Chesnut, Tanalís Padilla, Pablo Piccato e Edward Wright-Rios), Importantes poetas e artistas (como Coco Fusco, Cirstina Rivera Garza e Raúl Zurita) e pessoas com importantes aportações teóricas na crítica cultural e no pensamento social *como Eduardo Buscaglia, Andrea Giunta, Francine Masiello, Gabriela Polit, Rita Laura Segato e Gareth Williams).

Na parte da comunidade que se solidariza com a carta desde o México, encontram-se Guillermo Zapata Navarrete e Jasmín López Vázquez, estudante e professora, respectivamente, da Escola Normal “Raúl Isidro Burgos” de Ayotzinapa, Guerrero, e membros da comunidade intelectual, artística, científica e da sociedade civil.

No Brasil, a entrega da Carta Aberta desde o Estrangeiro será feita no dia 22 de outubro, às 15hs, durante um ato de protesta no Consulado do México no Rio de Janeiro, e na Embaixada do México em Brasília.

Além disso, foi organizado um “Ato de solidariedade às famílias dos estudantes desaparecidos e mortos em Ayotzinapa, Guerrero, México”, pelos estudantes mexicanos e brasileiros que residem no Rio de Janeiro e México (evento organizado de forma internacional). O evento terá início às 15hs no mesmo local, e incluirá uma marcha silenciosa com velas -como parte da ação global iniciada no México- e a entrega de uma outra carta dirigida à Cónsul do México no Rio de Janeiro, María Cristina de la Garza Sandoval, por meio da qual repudiamos os acontecimentos em Ayotzinapa, exigimos a aparição com vida dos quarenta e três estudantes desaparecidos, o castigo pertinente dos responsáveis materiais e intelectuais e a perseguição das pessoas e instituições envolvidas na estrutura de violência, abuso e impunidade que atormentam o nosso país nos últimos anos.

Como parte do ato, às 18hs partiremos para os Arcos de Lapa, onde o grupo de dança Aguasalá fará um performance com percussões para exigir justiça e mostrar solidariedade com s famílias dos estudantes desaparecidos no dia 26 de setembro. O ato será acompanhado com velas, dando seguimento à marcha Uma luz por Ayotzinapa, convocada no México.

Serão projetados também o vídeo “Morte ao mau governo”, produção realizada por mexicanos e brasileiros residentes no Rio de Janeiro (https://www.youtube.com/watch?v=dM4XVth6jWce), e o documentário “El charco. La república del silencio”, realizado por Fernando Mamari, Brasulio Isaac, Hidalgo Costilla y Ramiro Gogna

(http://republicadelsilencio.blogspot.mx/).

 


Atentamente,

Carta Abierta desde el Extranjero #AyotzinapaSomosTodos

ayotzinapasomostodos@gmail.com


NOTA: Si eres uno de los firmantes de la carta y deseas contribuir a su difusión, puedes enviar este boletín a los medios de tu ciudad y/o país directamente. Y si quieres enviar un boletín donde no sólo se anuncie la carta sino también otro evento relacionado con Ayotzinapa, ponte en contacto con nosotros  y te damos acceso al plan de medios que ya tenemos armado, donde fácilmente puede integrarse la información de la carta con cualquier otro evento. Gracias.


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